20 de maio, 2004 - 23h28 GMT (20h28 Brasília)
O Parlamento da Itália rejeitou nesta quinta-feira uma moção apresentada pela oposição de centro-esquerda do país, que pedia a saída dos 3 mil soldados italianos do Iraque.
A decisão se seguiu a um apelo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi aos legisladores, para que eles permitissem que as tropas italianas ficassem no Iraque até que o governo local seja entregue aos iraquianos.
A Itália é responsável pelo terceiro maior número de soldados na coalizão militar que ocupa o Iraque, atrás apenas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
Até o momento, 20 soldados iraquianos morreram no Iraque – 19 deles em um atentado a bomba em novembro.
Funeral
Nesta quinta-feira, o primeiro militar italiano morto em combate no país, Matteo Vanzan, foi enterrado perto de Veneza – horas antes do primeiro-ministro falar ao Parlamento.
Berlusconi havia acabado de retornar de Washington, onde teve um encontro com o presidente americano, George W. Bush.
O primeiro-ministro disse que há um cronograma claro para transferência de poder no Iraque, que irá permitir que a ONU tenha um papel mais importante no país.
“É nosso dever e nossa honra ficar até o fim com aqueles que estão fazendo sacrifícios e assumindo riscos para defender os princípios (...) da ONU”, disse Berlusconi.
“Aqueles que anunciam a paz mais não fazem nada para sustentá-la ajudam os inimigos da paz.”
Ele também revelou que um candidato já foi identificado para dirigir o novo governo interino do Iraque, mas que ele ainda não havia aceitado ocupar a posição.