18 de maio, 2004 - 18h14 GMT (15h14 Brasília)
A comissão que investiga as circunstâncias dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos iniciou nesta terça-feira uma série de audiências públicas em Nova York. As audiências devem durar dois dias.
A comissão, que já interrogou o presidente americano, George W. Bush, e outros oficiais sobre a reação do governo às ameaças da Al-Qaeda, pretende analisar a eficiência dos serviços de emergência no dia do incidente.
O objetivo é determinar se um melhor planejamento e uma melhor coordenação poderiam ter salvado mais vidas.
Apesar de bombeiros e policiais terem sido elogiados por sua atuação e coragem, a comissão criticou uma falha de comunicação entre os dois departamentos. O aviso de um helicóptero da polícia de que a torre norte do World Trade Center estava ruindo nunca teria chegado aos bombeiros que estavam no local.
Lembranças
O presidente da comissão, Thomas Kean, alertou os parentes das vítimas de que "seria um dia difícil", que "recordaria a perda e a terrível devastação".
No início das audiências, imagens dos aviões que atingiram as torres e do trabalho de resgate foram mostradas. Também foram exibidos testemunhos da equipe de resgate e de civis que estavam no local.
Após meses investigando se falhas do governo permitiram que o ataque ocorresse, a comissão agora está analisando como a polícia e os bombeiros reagiram aos fatos.
Segundo Kean e o vice-presidente da comissão, Lee Hamilton, houve "confusão" e "falta de comunicação" no trabalho de emergência.
Um dos principais objetivos das audiências é investigar as aparentemente contraditórias ordens de evacuação dadas imediatamente após os ataques.
Algumas autoridades acreditam que dezenas de bombeiros podem ter morrido por não ter recebido o comunicado da polícia de que a torre norte estava perto de ruir.
Outros dizem que um chefe dos bombeiros teria dado uma ordem de evacuação, mas que os bombeiros não prestaram atenção a ela.
A comissão também deve analisar se os procedimentos de emergência melhoraram desde os ataques.
O ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, está entre as testemunhas chamadas para o interrogatório.
O secretário da Segurança Nacional dos Estados Unidos, Tom Ridge, também deve comparecer aos dois dias de audiências, junto com bombeiros, policiais e oficiais de emergência.
A comissão bipartidária foi criada pelo Congresso para estabelecer os motivos do ataque e o que pode ser feito para prevenir ataques futuros.
A comissão deve entregar um relatório final sobre todas as suas investigações no dia 26 de julho.