16 de maio, 2004 - 10h27 GMT (07h27 Brasília)
O papa João Paulo 2º está anunciando seis novos santos em uma cerimônia no Vaticano que está tendo a participação de milheres de fiéis.
Entre eles está uma mulher italiana que se tornou um símbolo do movimento contra o aborto.
Gianna Beretta Molla morreu de câncer em 1962 depois de se recusar a receber um tratamento médico que implicaria no fim de sua gravidez.
Também será canonizado um padre libanês do século 19, Nimatullah al-Hardini, lembrado pela tolerância que tinha em relação a outras religiões.
Os outros quatro novos santos incluem três italianos - Luigi Orione, Hannibal Maria di Francia e Paola Elisabetta - e um espanhol, o padre Josep Manyanet y Vives.
Com as seis novas beatificações, o número de santos criados pelo papa João Paulo 2º durante os 25 anos de seu papado subirá para mais de 480.
Exemplo
Gianna Beretta Molla será a primeira mulher casada a se tornar uma santa católica nos tempos modernos, segundo o Vaticano.
Durante a sua gravidez, Gianna disse aos médicos que a vida de seu bebê era mais importante do que a dela.
Ela morreu aos 39 anos, pouco tempo depois de dar à luz um menino saudável. O Vaticano vê a italiana como um exemplo.
"Ela viveu o casamento e a maternidade com alegria, generosidade e fidelidade absoluta à sua missão", o Vaticano afirmou quando a canonização foi aprovada no ano passado.
Correspondentes dizem que a beatificação de Gianna Beretta Molla reforça a oposição absoluta da igreja ao aborto.