14 de maio, 2004 - 16h53 GMT (13h53 Brasília)
A líder do Partido do Congresso da Índia, Sonia Gandhi, disse nesta sexta-feira que vai tentar formar "um governo forte, estável e secular".
O partido surpreendeu nas eleições indianas e derrotou o governista BJ, do primeiro-ministro Atal Behari Vajpayee, que renunciou na quinta-feira.
Sonia Gandhi começou a se encontrar com aliados-chave em Nova Délhi, mas ainda não indicou se será a nova primeira-ministra. Muitos integrantes do partido acreditam que o posto será dela, se ela o quiser.
Mas Sonia enfrenta a resistência de nacionalistas hindus – e alguns aliados do Congresso – que dizem que ela, nascida na Itália e viúva do primeiro-ministro Rajiv Gandhi, assassinado em 1991, é inaceitável. Eles a vêem como uma estrangeira.
Sonia tem tido o cuidado de não dizer que está querendo o posto. Nos primeiros comentários com jornalistas depois que a vitória do Partido do Congresso se tornou evidente, ela disse que os parlamentares do partido é que deveriam decidir.
Reação na bolsa
Se a líder do Partido do Congresso se tornar primeira-ministra, será a quarta integrante da dinastia Nehru-Gandhi a ocupar o posto.
Ações na bolsa de valores de Mumbai tiveram uma forte queda na abertura dos negócios nesta sexta-feira.
A queda reflete a preocupação de empresários com a possibilidade de o Partido do Congresso formar uma coalizão com partidos de esquerda, em prejuízo do programa de privatização da Índia.
Partidos comunistas, que tiveram seu melhor desempenho em toda a história indiana, devem apoiar o governo do Partido do Congresso.