13 de maio, 2004 - 12h17 GMT (09h17 Brasília)
O sucesso eleitoral inesperado do Partido do Congresso, de oposição, na Índia, pôs Sonia Gandhi no centro das atenções.
A viúva do ex-primeiro-ministro Rajiv Gandhi tem 58 anos e nasceu na Itália. Ela pode se tornar a próxima líder da Índia.
Sonia é a mais recente representante da dinastia Nehru-Gandhi, que governou a Índia por boa parte dos 57 anos de independência do país.
Depois de se afastar dos meios políticos após o assassinato do marido em 1991, Sonia foi vista, inicialmente, como uma política relutante e quase reclusa.
Futuro incerto
Ela assumiu a liderança do Partido do Congresso oficialmente em 1998 e foi eleita para o Parlamento em 1999.
Antes do surpreendente resultado das recém-realizadas eleições gerais, o futuro de Gandhi na política indiana parecia um tanto incerto.
Sob sua liderança, o partido teve seu pior desempenho desde a independência nas eleições gerais de 1999.
O Partido do Congresso não teve um desempenho muito melhor em eleições setorizadas no ano passado.
Mas o nome Gandhi ainda é reverenciado na Índia, e o Partido do Congresso tem tentado capitalizar isso com a liderança de Sonia Gandhi.
Seus opositores políticos tentaram usar sua origem italiana como argumento de campanha, dizendo que os eleitores fariam uma escolha entre um líder indiano e um estrangeiro.
Sua campanha neste ano recebeu grande impulso com a apresentação de seu filho, Rahul, como candidato. Sua filha, Priyanka, participou de sua campanha intensamente.
Nascida em Turim, na Itália, Sonia conheceu o futuro marido quando estudava línguas em Cambridge, na Inglaterra.
Eles se casaram em 1968 e ela se mudou para a casa da sogra, a primeira-ministra Indira Gandhi.
Sonia foi lançada na cena política indiana quando seu marido, Rajiv, foi escolhido como sucessor da coroa da dinastia Nehru-Gandhi.
Ele se colocava no lugar do irmão de Rajiv, morto em um acidente de avião em 1980.
Sonia Gandhi é uma figura conhecida em Amethi, base parlamentar de seu marido na zona rural, no Estado de Uttar Pradesh, que ela representa atualmente.
Ela foi conduzida de volta à política pelo Partido do Congresso, que continua a vê-la como sua figura mais popular.