13 de maio, 2004 - 14h03 GMT (11h03 Brasília)
A China sentenciou o ativista chinês radicado nos Estados Unidos Yang Jianli a cinco anos de prisão por entrada ilegal no país e espeionagem, de acordo com a agência oficial de notícias chinesa Xinhua.
Yang foi viver nos Estados Unidos após a supressão das manifestações pró-democracia na Praça da Paz Celestial, em 1989.
Ele foi proibido de retornar, mas voltou ao país em 2002, segundo relatos, usando o passaporte de um amigo, para investigar protestos de trabalhadores no norte da China.
O caso de Yang Jianli vem atraindo a atenção de grupos de direitos humanos, que afirmam que ele ficou preso durante tempo demais antes de ser julgado e sofreu abusos na prisão.
“Como seu advogado, acredito que todas as acusações são infundadas”, disse Mo Shaoping, que está representando Yang.
Segundo o advogado, durante o julgamento, que durou um dia, Yang recusou-se a responder às perguntas dirigidas a ele, insistindo que sua prisão era ilegal.
A lei chinesa determina que o tribunal deveria ter anunciado um veredito ou libertado Yang dentro de um período de dois meses e meio após o julgamento, em agosto do ano passado. Yang está preso há mais de dois anos.