A imprensa européia abre grande espaço nesta segunda-feira para discutir o significado e a repercussão do atentado que matou no domingo o líder checheno Akhamad Kadyrov, que era alinhado com a Rússia.
O diário alemão Der Tagesspiegel diz que a morte de Kadyrov destriuiu “a fachada de processo de paz” na Chechênia e que o governo russo agora vai ter que “começar do zero” na república rebelde.
Outro jornal alemão, o Tageszeitung, diz que a política da Rússia para a Chechênia “fracassou totalmente”.
Já o Der Standard, da Áustria, afirma que o atentado é uma “humilhação direta” ao presidente russo Vladimir Putin logo no começo de seu segundo mandato.
Iraque
Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha o foco continua se mantendo nas fotos que mostram prisioneiros iraquianos sendo torturados por soldados das forças de ocupação no país.
O Washington Post publica uma reportagem segundo a qual os abusos contra prisioneiros foram aumentando na medida em que a resistência à ocupação foi se tornando mais acentuada.
O jornal afirma que, com o aumento da ação dos grupos rebeldes, um general foi enviado para Bagdá com o objetivo de criar uma rede para coletar informações vitais para as tropas americanas por meios heterodoxos.
Já o The Christian Science Monitor, de Boston, afirma que as fotos de abusos não causaram grande mudança na opinião dos americanos a respeito da guerra no Iraque.
O jornal cita uma pesquisa feita após a emergência do escândalo que mostra que 35% dos americanos fazem “forte oposição” à guerra – na metade do ano passado, este número era de 27%.
Já na Grã-Bretanha, onde também está havendo um escândalo envolvendo tortura de prisioneiros iraquianos por soldados do país, a reação parece mais enfática.
Pesquisa publicada pelo The Independent mostra que 55% da população quer as tropas britânica fora do Iraque depois de 30 de junho.
Além disso, o jornal publica um editorial com o título “Soldados britânicos têm tanta culpa pelo abuso de prisioneiros iraquianos quanto os americanos”.
No outro lado do espectro ideológico, o The Daily Telegraph, também em editorial, diz que a “Grã-Bretanha precisa da verdade sem desculpas frágeis” no caso das torturas dos prisioneiros.