Depois de relatos contraditórios, o presidente russo, Vladimir Putin, confirmou através de um comunicado a morte do presidente checheno, Akhmad Kadyrov, na explosão em um estádio de Grozny.
Kadyrov e pelo menos outras 30 pessoas morreram quando uma bomba explodiu na área vip do estádio da cidade, durante as comemorações do dia da Vitória, 60 anos após a vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial.
O comandante militar russo na Chechênia, general Valery Baranov, também teria morrido, mas ainda não há confirmação oficial.
Uma segunda bomba teria sido encontrada no estádio e desativada antes de explodir.
Um porta-voz da Casa Branca disse que o governo americano rejeita todos os atos de terrorismo. A Comissão da União Européia descreveu o incidente como um "ataque abominável".
Prisões
Putin disse que não havia dúvidas de que retribuição aos terroristas será inevitável. E descreveu Kadyrov como uma pessoa heróica. O presidente russo também apontou o primeiro-ministro da Chechênia, Sergei Abramov, como presidente interino.
Cinco pessoas foram presas em Grozny, suspeitos de envolvimento ciom o ataque no estádio Dinamo, de acordo com a agência russa Itar-Tass.
Os suspeitos teriam sido presos uma hora após a explosão.
Ainda segundo a agência russa, o ministro checheno do Interior, Alu Alkhanov, também foi ferido no ataque, mas está comandando os trabalhos da polícia.
Segundo correspondentes da BBC na Rússia, o ataque representa um fracasso do governo russo na tentativa de restaurar a ordem na Chechênia.
Kadyrov era um ex-rebelde que lutou junto com os separatistas na guerra da Chechênia contra a Rússia na primeira metade dos anos 90. Em 99, ele passou a apoiar o governo russo e ganhou as eleições com larga maioria, no ano seguinte.
Ele tinha posições anti-islâmicas e escapou de várias tentativas de assassinato.
Ataques
A Rússia comemora a vitória dos aliados sobre os nazistas todos os anos, no dia 09 de maio, com paradas militares e exibições de fogos de artifício em todo o país.
Em 2002, uma bomba explodiu no Dia da Vitória durante o desfile militar no porto de Kaspiisk, no Mar Cáspio, matando 43 pessoas, incluindo 12 crianças.
Apesar da superioridade militar, o exército russo não conseguiu acabar com o movimento rebelde na Chechênia nas montanhas do país ou na capital, Grozny.