Forças americanas avançaram nesta quinta-feira na cidade de Najaf, no sul do Iraque, tomando a sede do governo local em meio a intensos combates com milicianos xiitas.
O administrador civil interino do Iraque, Paul Bremer, nomeou um novo governador para a cidade, onde grupos armados fiéis ao clérigo Moqtada Al-Sadr vêm resistindo aos avanços americanos há mais de um mês.
O gabinete do governador fica a cinco quilômetros de locais considerados sagradas de Najaf – uma das cidades mais importantes do mundo para os muçulmanos xiitas.
Médicos em Najaf disseram que duas mulheres e uma criança morreram e nove outras pessoas ficaram feridas nos combates na cidade nesta quinta-feira.
Vaticano
Além disso, pelo menos 41 rebeldes iraquianos foram mortos nos combates com as tropas americanas em Kufa perto de Najaf, de acordo com porta-vozes da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos.
Um membro da milícia fiel a Sadr, o Exército Mehdi, Dhia Shami, disse à agência de notícias Associated Press que ele e seus companheiros iriam continuar lutando “até a última gota” de sangue, em nome de sua fé.
As forças americanas afirmaram que vão evitar ocupar os locais sagrados – o que poderia enfurecer a maioria xiita do Iraque.
![]() Há mais de um mês milicianos fiéis a Moqtada Al-Sadr resistem em Najaf |
“Você pode dizer que nós tivemos uma operação na periferia de Roma, mas nós não chegamos perto do Vaticano”, disse à agência Reuters um militar que não quis se identificar.
Governador
O novo governador de Najaf, Adnan Al-Zorfi, criticou Sadr e pediu ao Exército Mehdi que entregue suas armas, dizendo em uma coletiva em Bagdá que Najaf havia virtualmente morrido como cidade.
Também nesta quinta-feira, tanques americanos entraram em outra cidade sagrada xiita do Iraque, Karbala, onde eles teriam destruído um escritório local usado por Al-Sadr.
Segundo médicos iraquianos, um membro do Exército Mehdi morreu e outras nove pessoas ficaram feridas em um choque com forças dos Estados Unidos e da Polônia.
Em Bagdá, outro choque entre simpatizantes armados de Al-Sadr e tropas americanas deixou dez milicianos mortos.