O abuso de prisioneiros iraquianos sob custódia dos Estados Unidos não é um caso isolado, e sim parte de um padrão sistemático, de acordo com a Cruz Vermelha.
O porta-voz do comitê internacional da instituição em Genebra disse que a Cruz Vermelha vem alertando os Estados Unidos sobre o assunto há mais de um ano.
A Cruz Vermelha disse ainda que também está preocupada com a condição dos presos mantidos pelos britânicos no país.
Nesta sexta-feira, um relatório da Cruz Vermelha vazado para o jornal americano The Wall Street Journal trouxe a história a público.
A instituição tem como regra não comentar publicamente as suas visitas a prisões e o porta-voz não revelou mais detalhes.
Lista de abusos
Desde maio de 2003, a Cruz Vermelha tem pedido que os americanos melhorem as condições na prisão de Abu Ghraib, o local onde as fotografias de prisioneiros maltratados foram tiradas.
O relatório vazado para o jornal data de fevereiro e contém uma longa lista de abusos.
Alguns eram mantidos nus e espancados de vez em quando. Do alto de torres de controle, guardas atiravam em prisioneiros desarmados. Vários foram mortos.
Outros presos eram obrigados a participar de atividades degradantes.
A situação descrita pela instituição contradiz a posição americana de que os abusos seriam apenas incidentes isolados e não refletem a postura do Exército dos Estados Unidos.