O jornal sírio Al-Thawrah, que pertence ao governo do país, fez uma crítica à ocupação americana do Iraque após a divulgação das fotos de tortura em prisioneiros iraquianos.
Segundo o artigo, o que "causa espanto e ao mesmo tempo é ridículo" é o duplo parâmetro com que os americanos lidam com o mundo.
“O governo dos Estados Unidos é o primeiro no mundo a dar orientações dia e noite sobre o respeito aos direitos humanos”, diz o jornal.
“E agora é quem está promovendo todos estes atos contrários às leis divinas, aos direitos humanos e aos acordos internacionais.”
Mais perto dos EUA
Nos Estados Unidos, o jornal The Chistian Science Monitor, de Boston, diz que a recente disputa diplomática entre Cuba e México representa uma nova época na geopolítica latino-americana.
Nesta semana o México retirou seu embaixador de Havana e expulsou o embaixador cubano do país. Nada de espantar, segundo analistas ouvidos pelo jornal.
Segundo eles, desde que assumiu o governo, o presidente Vicente Fox está cada vez mais alinhado com os Estados Unidos, abandonando a postura de autonomia que tradicionalmente caracteriza o país.
O jornal cita o fato de que a Casa Branca anunciou antes mesmo do governo mexicano como o México votaria na resolução da ONU sobre direitos humanos em Cuba que causou toda a crise.
“Quanto mais próximo o México fica dos Estados Unidos, mais ele isola países que tendem à esquerda, como o Brasil, Argentina e Cuba”, afirma a reportagem.
Rato e Chirac
O El Mundo, de Madri, publica uma análise sobre a escolha do ex-ministro das Finanças de Espanha Rodrigo Rato para comandar o FMI.
De acordo com o diário madrilenho, Rato se tornou uma escolha lógica pelo bom desempenho da economia espanhola sob seu comando, sua habilidade política e o apoio de países latino-americanos, que combinaram com a falta de outros candidatos viáveis para o cargo.
Como ministro das Finanças, diz o El Mundo, Rodrigo Rato promoveu uma rígida política ortodoxa que manteve os gastos públicos sob controle sem porém sacrificar o crescimento econômico.
Na França, o Le Figaro publica uma pesquisa que mostra que a popularidade do presidente Jacques Chirac está em baixa, mas ainda assim os franceses esperam que ele volte a tentar a reeleição em 2007.
De acordo com o levantamento, apenas 42% dos franceses aprovam o governo Chirac, contra 57% que estão descontentes com o presidente.
Outro dado mostra que sete em cada dez eleitores acham que Chirac vai se candidatar de novo ao cargo em 2007, mas menos que a metade desse número diz que a reeleição do presidente seria uma boa idéia.