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EUA adiam retorno de soldados americanos no Iraque

O secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld, anunciou que manterá o atual número de soldados em solo iraquiano – cerca de 135 mil – além do prazo adicional de 90 dias anunciados no mês passado.

Rumsfeld afirmou que os comandantes militares pediram a manutenção de um grande contingente mesmo após a transferência da soberania para um governo iraquiano, prevista para o fim de junho.

Outros 10 mil soldados estão sendo enviados por um período de um ano para fortalecer as forças de coalizão que ocupam o país – eles devem substituir militares que estão por voltar aos Estados Unidos.

O governo americano dizia nos últimos meses que diminuiria progressivamente o número de soldados no Iraque.

Mas os duros enfrentamentos contra rebeldes em todo o país e, particularmente, contra militantes xiitas em cidades como Falluja parecem ter levado os comandantes a mudar de idéia.

Abusos

Rumsfeld também condenou o suposto abuso cometido contra prisioneiros iraquianos por soldados americanos, descrevendo o ato como anti-americano e inaceitável.

Sua declaração ocorre depois de o Exército dos Estados Unidos ter feito acusações criminais contra seis soldados supostamente envolvidos no episódio, que foram mostrados em fotografias no mundo todo.

Na Grã-Bretanha, o ministro das Forças Armadas, Adam Ingram, disse ao Parlamento que o governo está atuando para determinar a verdade sobre alegações de que soldados britânicos teriam torturado prisioneiros iraquianos.

O caso toma conta da imprensa britânica desde que o tablóide Daily Mirror publicou fotos que mostrariam soldados humilhando e urinando sobre um detento no Iraque.

Ingram disse que, se as acusações se provarem verídicas, medidas apropriadas serão tomadas pelas autoridades.

Falluja

Ainda nesta terça-feira, forças iraquianas começaram a atuar ao lado de soldados americanos em postos de controle na periferia de Falluja.

As tropas iraquianas, conhecida como a Brigada de Falluja, são lideradas pelo seu novo comandante, o general Mohammed Latif.

Eles tomaram posições na parte norte da cidade, de onde os rebeldes lançaram a maior parte de seus ataques contra os americanos durante o cerco feito pelo Exército dos Estados Unidos à cidade, em abril.