Forças de segurança da província rebelde de Ajaria, na Geórgia, utilizaram canhões d'água e cassetetes para dispersar um protesto estudantil contra o líder regional Aslan Abashidze.
Dezenas de pessoas foram levadas com ferimentos ao hospital de Batumi, capital de Ajaria. A manifestação foi convocada após decisão de Abashidze de fechar escolas e universidades como parte de um plano de emergência em Ajaria.
O enfrentamento ocorre em um momento delicado na Geórgia, com crescente tensão entre Abashidze e o presidente do país, Mikhail Saakashvili.
O presidente concedeu ao líder de Ajaria um prazo até a próxima semana para desarmar suas milícias e se submeter ao poder do governo georgiano.
Ameaça
Em declarações à TV local, Abashidze afirmou que o impasse caminha na direção de um conflito armado.
"A menos que o presidente georgiano obedeça as recomendações da União Européia, Estados Unidos e de nossa vizinha Rússia para evitar o derramamento de sangue, outra zona de conflito surgirá no mapa mundial", disse o líder de Ajaria.
O confronto entre Saakashvili e Abashidze vem ganhando força desde a posse do presidente, no início do ano.
Saakashvili assumiu prometendo eliminar a corrupção e varrer do espectro político figuras como Abashidze, que dominam a esfera regional desde os tempos soviéticos.
A luta de poder ganhou novos contornos no domingo, quando forças leais ao líder de Ajária explodiram três pontes que ligam o território da província ao resto da Geórgia e cortaram as conexões ferroviárias.
Abashidze disse que a ação foi defensiva, pois ele temia que soldados da Geórgia em exercícios nas proximidades poderiam invadir Ajária para submeter a província ao controle da capital Tbilisi.
A Geórgia nega ter intenções de utilizar poder militar para garantir o controle sobre Ajária.