O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deve enfrentar dias difíceis no governo após a rejeição de seu plano de retirada das tropas e assentamentos judaicos da Faixa de Gaza por seu partido, o Likud.
Foi idéia do próprio Sharon a realização de um referendo sobre o plano - uma aposta tática que agora ele perdeu decisivamente.
Em uma declaração, Sharon disse que ele recebeu o resultado da votação com muita tristeza.
Os próximos dias não serão fáceis, ele mesmo alerta. Mas mesmo com a derrota, o primeiro-ministro disse que não vai renunciar.
Opções
Pelo contrário, espera-se que Sharon siga em frente e apresente seu plano de retirada para os ministros israelenses e o Parlamento.
Mas ele deve enfrentar muita dificuldade com essa decisão.
Há chances de que a coalizão formada por Sharon se desfaça durante esse período.
Portanto, aqueles que apóiam o primeiro-ministro também estão considerando outras maneiras de evitar ou superar a rejeição do partido Likud.
Duas opções são imediatamente aparentes.
Uma delas é a antecipação das eleições gerais, e a outra é uma legislação que permita um referendo nacional sobre o plano de retirada.
Ariel Sharon sabe que, entre os israelenses, há uma grande maioria a favor da retirada de Gaza.
Sua melhor aposta pode ser deixar a própria população tomar a decisão final.