As forças militares dos Estados Unidos escolheram nesta segunda-feira um novo comandante para a nova força iraquiana na cidade de Falluja.
O general Mohammed Latif, ex-oficial de inteligência, substituirá o general Jassim Mohammed Saleh, que deve assumir o comando do primeiro batalhão na cidade.
Saleh liderou a primeira divisão de 200 soldados iraquianos que entraram na cidade na sexta-feira para estabelecer uma força local de polícia.
A Brigada de Falluja, formada por ex-soldados do Exército de Saddam, deverá contar com mais de mil homens.
Respeito
Soldados americanos se retiraram de Falluja na sexta-feira, depois de semanas de combates na cidade.
As forças americanas avisaram que vão permanecer em volta da cidade até que a nova força iraquiana mostre ser capaz de controlar as fronteiras e outras áreas.
O general James Conway, comandante dos fuzileiros navais americanos, disse que Latif participou de encontros na semana passada que decidiram pela criação da Brigada de Falluja.
Segundo Conway, Latif é respeitado entre os oficiais iraquianos e tem presença de líder.
Repreensão
Seis oficiais americanos foram repreendidos por permitir o abuso de prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá.
A reprimenda proíbe que esses oficiais sejam promovidos e pode fazer com que eles tenham de deixar o Exército.
Os abusos, que ocorreram no final de 2003, podem ter envolvido até 20 prisioneiros.
A general-brigadeiro Janis Karpinski, que dirigia a cadeia, está entre seis oficiais sob investigação. Um sétimo oficial recebeu uma reprimenda mais leve.
Os sete oficiais estão recorrendo da decisão. Outros seis soldados também estão sendo investigados.
O Exército confirmou a suspensão depois que a emissora de televisão americana CBS exibiu fotos dos supostos atos de violência dos soldados dos Estados Unidos contra prisioneiros da prisão de Abu Gharib.
Segundo a CBS, "dezenas" de fotos - tiradas por militares americanos - mostram prisioneiros com fios elétricos ligados a seus genitais, forçados a simular sexo oral, um detento sendo atacado por um cão e, em outra foto, um prisioneiro com um xingamento escrito sobre o corpo.
Várias fotos mostram soldados americanos observando e, aparentemente, aprovando a ação. O presidente americano, George W. Bush, disse ter sentido aversão e "nojo" das imagens.