A Justiça da Argentina emitiu um novo mandado de prisão internacional contra o ex-presidente do país, Carlos Menem – o segundo em menos de uma semana.
A medida foi tomada por um juiz depois que o ex-presidente não compareceu a uma sessão judicial, em que Menem é acusado de “omissão maliciosa” em uma declaração de bens, em que não declarou a existência de uma conta na Suíça.
Na terça-feira passada, outro juiz havia emitido um pedido de prisão depois que o ex-presidente não apareceu para um interrogatório sobre as alegações de que ele desviou até US$ 60 milhões em verbas públicas.
O dinheiro teria sido desviado por Menem durante a construção de duas prisões.
O ex-presidente, que nega todas as acusações, vive no Chile, e disse que não pode comparecer à Justiça na Argentina por estar com o braço machucado.
Extradição
O juiz Norberto Oyarbide, responsável pelo mandado de prisão desta terça-feira, questiona o fato de o ex-presidente não ter incluído na declaração juramentada de bens de 1995, quando assumiu a Presidência pela segunda vez, a conta na Suíça e outras propriedades.
O próprio Menem reconheceu há um ano a existência da conta suíça com US$ 650 mil, mas disse que a conta estava em nome de sua ex-esposa e filha. As duas, depois, negaram ter conhecimento da conta.
Além de alegar estar machucado, Menem e seus advogados apresentaram recursos para evitar que ele tenha que comparecer a um Tribunal.
O último argumento de seus advogados de defesa era de que o juiz Oyarbide está atuando por motivação política, mas o argumento foi rejeitado pela Justiça.
O pedido de prisão internacional havia sido emitido pelo juiz Jorge Urso, responsável pelo caso em que é acusado de corrupção na construção das prisões.
Urso já havia pedido ao Ministério do Exterior argentino que interviesse para que Menem possa ser extraditado do Chile.