O lateral-esquerdo Roberto Carlos disse em Budapeste que o amistoso de quarta-feira contra a Hungria é uma boa oportunidade para recuperar a confiança da torcida brasileira.
“Ainda não conseguimos fazer um grande jogo”, disse Roberto Carlos. “O importante é dar um pontapé inicial para que o torcedor tenha mais confiança.”
Apesar de dizer que o Brasil ainda precisa convencer, ele afirmou que o problema não é que os jogadores estejam sem confiança. “O problema é que o torcedor quer espetáculo, e hoje em dia isso está complicado.”
Ainda assim, o lateral considera que está na hora de apresentar um futebol mais convincente. “Acho que chegou a hora de nosso time começar a demonstrar que é capaz de jogar num bom nível e se classificar antecipadamente (para a Copa de 2006).”
Real Madrid e Barcelona
Roberto Carlos chegou nesta segunda-feira ao hotel onde a seleção está hospedada na capital húngara.
Ele disse que não teme as gozações de seu companheiro de seleção, Ronaldinho Gaúcho, que no domingo foi destaque do Barcelona na vitória por 2 a 1 sobre o Real Madrid de Roberto Carlos.
O jogo foi realizado no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, e complicou a vida da equipe de Roberto Carlos, que agora está na segunda colocação do Campeonato Espanhol.
O Real Madrid, que conta com astros como o atacante Ronaldo, o francês Zidane, o português Figo e o inglês Beckham, está um ponto atrás do Valência e a apenas quatro na frente do terceiro colocado, o próprio Barcelona.
“Meu time jogou melhor”, provocou o lateral merengue, a respeito do clássico chamado de El Derby pelos espanhóis.
Ele disse ainda escolheria seu companheiro Zidane, e não Ronaldinho Gaúcho, como melhor meio-campo da temporada na Espanha.
Retrospecto negativo
O retrospecto do Brasil contra a Hungria é bastante negativo. Foram três derrotas e apenas uma vitória em cinco partidas oficiais.
O primeiro encontro entre as duas seleções foi a famosa “Batalha de Berna”, pelas quartas-de-final da Copa de 1954, vencida pelos húngaros por 4 a 2.
Na partida mais recente, a Hungria venceu a seleção de Telê Santana, em 1986, por 3 a 0 em Budapeste.
Hoje em dia, porém, a Hungria é uma equipe enfraquecida e que não consegue mais acompanhar o primeiro escalão do futebol europeu.
“Para a gente, o importante é entrosar ainda mais o time para o próximo jogo das eliminatórias”, afirmou Roberto Carlos a respeito da partida contra a modesta equipe húngara.
Ele admitiu não saber o nome de nenhum dos adversários de quarta-feira, mas disse que às vezes é mais fácil jogar com times que têm jogadores consagrados do que com uma seleção de atletas praticamente desconhecidos.