A União Européia prometeu liberar quase 260 milhões de euros (cerca de US$ 307 milhões ou R$ 895 milhões) para a comunidade turca do Chipre, como um prêmio pela aprovação de um plano da ONU para reunificar a ilha.
Em referendo no último sábado, 65% dos turco-cipriotas votaram a favor do plano apresentado pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, mas a idéia foi recusada pelo lado grego-cipriota.
A resultado do referendo motivou o primeiro-ministro do lado turco, Mehmet Ali Talat, a defender a suspensão da entrada do Chipre na União Européia, marcada para o dia 1º de maio.
O Chipre está divido desde 1974, quando a Turquia invadiu o norte do país em seguida a um golpe de Estado promovido por grego-cipriotas.
Cooperação
O comissário da UE que supervisiona a expansão do bloco, Günter Verheugen, vai receber Talat no começo desta semana.
Verheugen confirmou que a UE vai trabalhar junto com os líderes do norte da ilha para desenvolver a economia da região, mas refutou a idéia de que isto na prática significa reconhecer os turco-cipriotas como um país indepedente.
“Eu rejeito com firmeza a idéia de que cooperação é reconhecimento no sentido da lei internacional”, disse ele.
O norte do Chipre tem sido alvo de sanções econômicas já há vários anos, o que causou seu empobrecimento em relação aos vizinhos do sul.
Agora o governo turco-cipriota está reivindicando o direito de vender seus produtos diretamente para a União Européia e a instalação de vôos diretos entre a região e o bloco.