A União Européia (UE), está co-financiando o programa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) que visa aumentar a participação de micro, pequenas e médias empresas brasileiras no mercado internacional.
Dos 44 milhões de euros totais do custo do projeto, a UE investirá 22 milhões.
Três consultores da Comissão Européia foram ao Brasil para desenvolver a formatação do programa, que deverá iniciar no ano que vem.
"Este investimento é fruto de um acordo de cooperação assinado pelo Brasil e pela UE em 1992 e renovado em janeiro deste ano", afirma o porta-voz do comissário europeu para Empreendimentos, o finlandês Erkki Liikanen.
Ampliar exportações
O acordo engloba cinco áreas: administração pública, desenvolvimento social, tecnologia, meio-ambiente e cooperação econômica.
De acordo com Márcio Corrêa, coordenador de cooperação multilateral do Itamaraty, o programa para as micro, pequenas e médias empresas faz parte da quinta área.
"A idéia é ampliar o número de exportadores brasileiros em todos os setores".
"Estamos focando nossos esforços nas empresas menores porque, em primeiro lugar, são as que mais empregam em todo o país, e segundo porque as empresas grandes têm capacidade de fazer isso sozinhas", explica Corrêa.
O projeto criará ações que promovam a qualidade dos produtos e serviços que podem ser exportados, além de trabalhar na adequação destas empresas aos regulamentos técnicos e medidas sanitárias e fitossanitárias dos países da UE.
Durante 90 dias, os consultores europeus trabalharão no MDIC, deslocando-se também para reuniões e entrevistas com parceiros atuais e potenciais do projeto.
Em princípio, três campos de atuação terão prioridade: consolidar consórcios de exportação para micro, pequenas e médias empresas; desenvolver e aprimorar os serviços de informação para exportadores e adequar os serviços e produtos dessas empresas aos regulamentos e normas técnicas dos países de destino.
Segundo a Comissão Européia, a vantagem que a UE tem ao promover esse tipo de programa em países como o Brasil, é, no futuro, poder vir a ser o parceiro preferencial do país e, principalmente, dessas empresas.
Além disso, as normas técnicas adotadas deverão ser as européias, o que facilitará o comércio entre os dois lados.
Com este acordo de cooperação, o MDIC espera dinamizar ainda mais o fluxo comercial entre o Brasil e a UE, que no ano passado superou US$ 30 bilhões - um crescimento de quase 10% em relação ao ano anterior.