A Organização das Nações Unidas anunciou que está enviando uma missão de ajuda ao local de um acidente ferroviário na Coréia do Norte, que teria provocado a morte de centenas de pessoas e ferido milhares.
O coordenador humanitário da ONU, Jan Egeland, disse à BBC que a delegação incluirá representantes de agências da ONU, da Cruz Vermelha internacional, de organizações não-governamentais e diplomatas.
A missão levará suprimentos e remédios para a cidade de Ryongchon, próximo à fronteira com a China, onde a explosão aconteceu.
Segundo Egeland, a Coréia do Norte nunca havia feito um pedido à ONU em um período tão curto de tempo após um desastre.
Informações britânicas
O presidente interino da Coréia do Sul, Goh Kun, determinou que o país também se preparasse para enviar ajuda à Coréia do Norte.
O secretário de Exterior da Grã-Bretanha, Bill Rammell, disse à BBC ter sido informado pela embaixada britânica na Coréia do Norte de que o número de mortos no acidente, que envolveu dois trens, era maior do que o estimado.
Até o momento, a Cruz Vermelha na capital da China, Pequim, afirmava que pelo menos 54 pessoas morreram e mais de 1,2 mil ficaram feridas, além de mais de 8,2 mil casas destruídas ou danificadas.
Já a organização de ajuda humanitária irlandesa Concern afirma ter recebido a notícia de que 150 pessoas morreram.
![]() Ryongchon, onde aconteceu o acidente, fica perto da fronteira com a China |
Cabos elétricos
De acordo com John Sparrow, porta-voz da Cruz Vermelha em Pequim, os dois trens levavam vagões carregados de explosivos, possivelmente para uso em mineração, o que teria provocado uma forte explosão no momento do choque.
Fontes diplomáticas em Pyongyang disseram que a explosão ocorreu quando um cabo de alta tensão caiu sobre dois vagões carregados de dinamite.
Informações anteriores indicavam que os trens transportavam combustível.
Uma fonte da inteligência sul-coreana disse a um repórter do jornal local Kyunghyang Shinmun que a área adjacente à estação de Ryongchon ficou totalmente destruída.
Todas as casas e edifícios de três e quatro andares em um raio de 160 metros da estação teriam sido destruídos e danos parciais teriam sido registrados em edifícios num raio de até 600 metros da explosão.