Em reportagem publicada na edição desta semana, a revista britânica The Economist afirma que os mercados financeiros perderam um pouco de sua confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A revista afirma que, em parte, as dúvidas em relação ao futuro da economia brasileira se devem à expectativa de que as taxas de juros aumentem nos Estados Unidos, o que tornaria mais difícil a captação de recursos externos por países emergentes.
Mas a revista afirma que a situação doméstica no Brasil também está colaborando para aumentar as incertezas.
“O problema é que as políticas econômicas de Lula são menos populares com os brasileiros do que com os negociadores de títulos”, diz a revista.
Nervos
“Ao assumir o poder, sua equipe econômica aumentou as metas de superávit primário de 3,75% para 4,25%, na prática escolhendo gastar mais no serviço da dívida e menos em estradas, escolas e salários”, diz a reportagem.
Mas a Economist ressalva que há crescentes especulações em torno de uma possível mudança de rumo na direção da economia – por exemplo, por meio do aumento da meta inflacionária ou do relaxamento da disciplina fiscal.
A revista termina o artigo dizendo que, graças às políticas econômicas dos últimos anos, o Brasil estaria hoje menos vulnerável ao impacto de um aumento das taxas de juros nos Estados Unidos.
“A maior dúvida é se Lula vai manter o controle de seus nervos.”