O jornal americano The Washington Post publica uma reportagem sobre a tentativa de Brasil, Paquistão, Alemanha e outros membros do Conselho de Segurança da ONU de alterar uma resolução dos Estados Unidos para acabar com a venda de armas químicas, biológicas e nucleares a "grupos terroristas".
Segundo a reportagem, embora os representantes desses governos "apóiem a iniciativa de Washington" de parar com o comércio de armas de destruição em massa, eles alegam que a resolução americana em negociação no conselho das 15 nações "irá impor novas obrigações legais a todos os membros da ONU sem o consentimento deles".
Os diplomatas do Brasil, Paquistão e da Alemanha propuseram, de acordo com o jornal, uma emenda que iria limitar a abrangência da resolução. O Brasil teria sugerido que "fosse retirada linguagem que faça um apelo aos Estados para reforçar tratados de não-proliferação multilaterais, condição que poderia reforçar a autoridade da Agência Internacional de Energia Atômica para pressionar por inspeções internacionais mais intrusivas".
O governo brasileiro propôs ainda, de acordo com o Washington Post, que a palavra "proliferação" seja substituída por um termo que proíba mais diretamente as atividades dos Estados que estariam proliferando armas.
O jornal lembra que o Brasil recentemente recusou inspeções da agência nuclear da ONU em uma planta em Resende, mas diz que o embaixador brasileiro nas Nações Unidas, Ronaldo Sardenberg, afirma que a questão não tem relação com a posição do Brasil quanto à resolução americana da ONU.
China
Também nos Estados Unidos, o jornal The New York Times traz a notícia de que a China deixou que o vice-presidente americano, Dick Cheney, falasse na televisão, mas censurou a tradução.
Às vésperas de viajar para a China, Cheney tinha insistido em falar ao vivo e sem censura na TV chinesa.
Depois de semanas de negociações, o governo concordou e transmitiu a fala dele, mas a tradução simultânea em chinês, modificou o que ele disse sobre temas como liberdade política, Taiwan e a Coréia do Norte.
Na Grã-Bretanha, o jornal The Guardian diz que o primeiro-ministro Tony Blair se distanciou um pouco do presidente americano George W. Bush ao condenar Israel pelo assassinato do líder do Hamas.
Enquanto Bush se recusa a criticar Israel, Blair disse condenar "o assassinato do líder do Hamas, assim como qualquer terrorismo feito pelo Hamas".
Blair afirmou ainda que a iniciativa do premiê israelense, Ariel Sharon, de desmantelar os assentamentos judeus da Faixa de Gaza não seria o fim do plano de paz e que negociações para a saída da Cisjordânia vão prosseguir.
Maradona
Os jornais britânicos também reservaram um grande espaço para falar sobre a internação de Maradona, relembrando sua carreira, mencionando sempre a performance do argentino contra a Inglaterra, na Copa de 86, como o auge da carreira do craque.
Na Espanha, o jornal esportivo Marca traz Maradona na capa, com a manchete: "Nas mãos de Deus", em uma referência ao famoso gol marcado na copa de 86.
E na Califórnia, o Los Angeles Times diz que o governo do Estado pode obrigar os atores da indústria pornográfica a usarem camisinha.
Os empresários da indústria pornô californiana, que movimenta vários milhões de dólares por ano e emprega mais de 6 mil pessoas, ameaçam se mudar para outro Estado se a lei for aprovada.
Na semana passada, a indústria foi atingida com a notícia de que o ator Darren James havia contraído o vírus do HIV no Brasil. Foi então decretada uma suspensão de todas as filmagens por 60 dias.