Pelo menos 50 mil pessoas deixaram as suas casas no sul do Sudão no último mês para fugir da violência no país, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).
Um porta-voz da organização, Ben Parker, disse que escolas, hospitais e vilas inteiras foram queimadas e saqueadas depois de ataques de milícias pró-governo e de combates entre rebeldes e forças oficiais.
Segundo Parker, a violência que mais afetou os civis partiu de milícias pró-governo atacando instalações civis.
Ainda de acordo com o representante da ONU, muitas dessas pessoas fugiram para áreas inundadas onde é difícil prover ajuda e onde ficarão mais expostas ao risco de contrair malária.
A ONU e outras entidades que proviam ajuda humanitária à região suspenderam as operações de ajuda na região por causa da violência.
Os confrontos no sul do Sudão envolvem o governo e os rebeldes do Exército de Libertação do Povo do Sudão (ELPS).
A violência ocorre apesar de um cessar-fogo entre o governo e o ELPS firmado em outubro de 2002 e de um processo de paz para pôr fim a 21 anos de guerra civil no país.
O conflito teve início em 1983 quando grupos do sul predominantemente cristão se rebelaram contra o norte, de maioria árabe e muçulmana.
Mais de dois milhões de pessoas já morreram na guerra civil mais longa da África.
Os confrontos diminuíram desde o início das negociações de paz, em julho de 1992, no Quênia, mas ainda há grandes divergências entre governo e rebeldes.
As negociações ocorrem no Quênia, mas há grandes divergências entre o governo e os rebeldes.