O líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, está em Pequim, onde se encontrará com o presidente chinês, Hu Jintao.
Relatos na imprensa da Coréia do Sul dizem que um trem especial transportou o recluso líder norte-coreano e seus assessores para a capital chinesa nesta segunda-feira.
A China é um dos mediadores das negociações em torno do desmantelamento programa nuclear da Coréia do Norte.
Em fevereiro, a China anunciou que a Coréia do Norte havia concordado com uma terceira rodada de neogociações sobre o seu programa nuclear.
A última rodada ocorreu em Pequim, no início de fevereiro, mas teminou sem acordo em Pequim, no início de fevereiro.
Poucos avanços
Até agora, as negociações avançaram pouco em relação à forma de desmontar o programa nuclear norte-coreano e a como lidar com as exigências de Kim, que pede compensações na área de energia e garantias de segurança.
A visita de Kim é a primeira que ele faz à China desde maio de 2001.
Nem a agência oficial chinesa, a Xinhua, nem a norte-coreana KCNA haviam divulgado a visita.
Tratando-se do líder norte-coreano, o mistério não é novidade. As duas visitas de que se tem registro que ele fez à China só foram tornadas públicas quando ele já estava de volta a Pyongyang.
A polêmica em torno do programa nuclear da Coréia do Norte teve início em outubro de 2000, quando autoridades americanas disseram que o país havia admitido ter um programa nuclear secreto à base de urânio – o que viola um tratado de 1994.
Desde então, o governo norte-coreano retomou a construção de uma usina nuclear, expulsou inspetores da ONU e se retirou do Tratado de Não Proliferação Nuclear.