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EUA 'lamentam' saída de espanhóis do Iraque

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lamentou a decisão do novo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, de retirar as tropas espanholas do Iraque.

Segundo um porta-voz da Casa Branca, o presidente americano expressou pesar diante da "abrupta ação espanhola" durante telefonema de cinco minutos.

Bush também advertiu o governo espanhol contra ações futuras que poderiam dar "falso conforto a terroristas".

No domingo, Zapatero ordenou às tropas espanholas que retornem "assim que possível".

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Bono, afirmou que o processo de retirada já começou e deve durar seis semanas.

Bono negou que o país estaria lavando as mãos em relação à situação no Iraque.

Mas segundo o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, esta é a forma como a decisão espanhola é interpretada pelo governo Bush.

O correspondente diz que a opinião geral nos EUA é de que a Espanha está cometendo um sério erro de julgamento.

Para a Casa Branca, o país estaria dando a impressão de que suas políticas são ditadas pelo terrorismo.

Fato pouco comum no governo Bush, a posição do presidente americano tem total apoio do candidato democrata à presidência, senador John Kerry.

Zapatero telefonou ao presidente americano para discutir sua decisão.

"O presidente pediu que a retirada espanhola aconteça de forma coordenada, que não coloque em risco outras forças da coalizão no Iraque", disse o porta-voz de Bush, Scott McClellan.