O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou neste domingo que o seu governo permanecerá firme no que ele definiu de "dificuldade histórica" no Iraque.
Em um artigo no jornal Observer, de Londres, o primeiro-ministro escreveu que, caso os Estados Unidos e seus aliados falhem, "a esperança para a vida e a tolerância religiosa no Iraque podem ir por água abaixo".
Blair negou que o Iraque está próximo à uma guerra civil, e culpou a violência em aliados do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.
Blair, que está de férias na ilha das Bermudas, no Oceano Atlântico, disse ainda apoiar totalmente a forma com a qual os Estados Unidos estão lidando com o caso.
O primeiro-ministro britânico condenou ainda uma "porção significativa" da opinião pública ocidental que, segundo ele, se opôs à guerra e atualmente apenas repete as dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e os seus aliados no país.
Blair especula se essas pessoas têm a noção que problemas na política da coalizão "derrotarão a civilização e a democracia por toda a parte".
"Uma falha na coalizão significará que ditadores voltarão ao poder e fanáticos e terroristas sairão triunfantes".
Blair insistiu ainda que a maior parte dos iraquianos é contrária à ação dos rebeldes.
"Nós nos encontramos em uma dificuldade histórica no Iraque. Se nós falharmos, o que não podemos, será mais do que o poder da América que será derrotado", diz o primeiro-ministro.
Blair parabenizou ainda com palavras como "coragem e humanidade" os que apóiam a invasão do Iraque.