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Japão fica no Iraque apesar de seqüestro, diz premiê

O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, afirmou que o país não vai retirar suas tropas do Iraque, apesar do seqüestro de três civis japoneses por rebeldes iraquianos na quinta-feira.

O grupo de seqüestradores ameaçou degolar e queimar vivos os reféns se o governo japonês não cumprir suas exigências dentro de mais dois dias.

As famílias dos reféns foram a Tóquio para fazer um apelo por suas vidas, mas o governo disse não ver razão para retirar do Iraque os 500 soldados japoneses que estão no país em missão de paz.

"Não vamos nos entregar a essas ameaças desprezíveis", afirmou Koizumi.

'Em crise'

O correspondente da BBC em Tóquio, Jonathan Head, afirmou que as imagens dos três civis, dois missionários e um fotógrafo, sendo mantidos pelo grupo autointitulado Brigadas Mujahideen estão criando uma comoção nacional.

As redes de televisão mostraram repetidamente as imagens de Noriaki Imai, de 18 anos, e Nahoko Takato, de 34 anos, além do fotógrafo Soichiro Koriyama, de 32 anos.

Na manhã desta sexta-feira, um jornal japonês saiu com a manchete "Governo em crise", o que o correspondente da BBC afirma não ser um exagero.

Segundo Head, Koizumi tomou uma decisão politicamente arriscada quando enviou as tropas japonesas ao Iraque, no início deste ano.

Outros seqüestros

O Ministério do Exterior do Canadá também informou que um cidadão do país foi sequestrado pelos rebeldes, que o acusam, junto com um árabe, de ser um agente infiltrado de Israel.

Anteriormente, um grupo de sete missionários sul-coreanos, que também havia sido feitos reféns, foi libertado.

De acordo com a correspondente da BBC em Bagdá Barbara Plett os seqüestros são um desdobramento preocupante para os aliados dos Estados Unidos no Iraque, que já vinham tendo que enfrentar o aumento da violência do país nesta semana.