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EUA disputam controle de Falluja com milícia sunita

A violenta batalha entre americanos e milícias sunitas pela cidade de Falluja, no Iraque, deixou mais de cem mortos nesta semana, de acordo com funcionários dos hospitais locais.

O comandante dos Estados Unidos no Iraque, general Ricardo Sanchez, disse nesta quinta-feira que a cidade está cercada, mas já está acertando o fornecimento de novas provisões para a população.

Em Bagdá, depois de passar a noite em combates contra xiitas e sunitas, os soldados dos Estados Unidos destruíram o escritório do líder religioso xiita Moqtada Al-Sadr com helicópteros de combate e tanques.

Simpatizantes do clérigo, cuja milícia levantou as armas contra os americanos, protestaram em frente ao prédio. Em meio ao conflito, o Conselho de Governo do Iraque – indicado pelos Estados Unidos – afirmou estar em discussões com Al-Sadr.

'Confiante'

Um dos líderes do conselho, Adnan Pachachi, disse estar confiante de que se vai chegar a uma solução pacífica para a situação do clérigo, que é acusado de envolvimento no assassinato de outro religioso xiita, Abadel Majid Al-Khoei.

Em Falluja, testemunhas afirmam ter visto uma torrente de tiros e disparos de morteiro, que teria, inclusive, destruído o minarete de uma mesquita.

O comandante Sanchez também disse que os moradores da cidade têm que escolher se querem apoiar os Estados Unidos ou os insurgentes.

O general prometeu ainda retomar a cidade de Kut, na região central do Iraque, de onde uma milícia iraquiana obrigou as tropas ucranianas da coalizão a bater em retirada na quarta-feira.

Rumsfeld

Na quarta-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse que o aumento dos confrontos entre soldados americanos e rebeldes no Iraque não vai desviar os planos dos Estados Unidos no país.

Milicianos em Falluja
Os EUA prometeram 'pacificar' Falluja, um reduto de resistência no Iraque

Rumsfeld disse que as forças da coalizão militar que ocupa o Iraque não perderam o controle sobre a situação, mas ressaltou que alguns soldados americanos podem ser solicitados a permanecer no país mais tempo do que esperavam.

Ele também disse que este é um momento importante para o Iraque, que estaria enfrentando, segundo ele, um "teste de vontades".

Ao longo da quarta-feira, forças americanas, que enfrentam grupos xiitas e sunitas em diferentes regiões do Iraque, bombardearam uma mesquita na cidade de Falluja e mataram pelo menos um iraquiano.

Depois do ataque, a informação era de que 40 pessoas haviam sido mortas, mas posteriormente o número foi desmentido pelas Forças Armadas americanas.

Foi em Falluja, uma cidade em que a maioria da população é formada por muçulmanos sunitas, que quatro americanos foram brutalmente mortos e queimados na semana passada, chocando os americanos.