O governador da Província argentina de Buenos Aires, Felipe Sola, declarou nesta sexta-feira estado de emergência e prometeu encher as ruas da capital argentina de policiais.
O anúncio ocorreu um dia depois de cerca de 130 mil pessoas terem ido às ruas de Buenos Aires para protestar contra a falta de segurança na cidade.
Sola anunciou que mil policiais deixariam de realizar trabalho burocrático nas delegacias e sairiam às ruas, e mais unidades de patrulhamento especializado seriam acionadas.
O Congresso argentino também anunciou nesta sexta-feira que iria realizar um dia de sessões especiais para discutir a alta criminalidade no país.
Seqüestros
Entre as propostas que devem ser discutidas pelos parlamentare está o aumento das penas por porte ilegal de armas de fogo e o fim de liberdade condicional para condenados por crimes graves.
Segundo analistas, a manifestação desta sexta-feira foi um dos primeiros testes de popularidade do presidente Néster Kirchner, que prometeu se empenhar para aumentar a segurança no país.
O ministro do Interior, Aníbal Fernandez, negou que o governo tenha ignorado o crescimento da revolta popular com a violência.
A Argentina vive uma onda de crimes, especialmente na área da Grande Buenos Aires.
Acredita-se que, atualmente, uma média de cinco seqüestros sejam registrados por dia no país.