O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou nesta quinta-feira uma lei que torna crime causar danos a um feto ou embrião durante um ato de violência contra uma mulher grávida.
Na prática, a nova lei, criticada por defensores do aborto no país, faz com que um ataque contra uma mulher grávida constitua dois crimes – um contra a mãe e outro contra a criança ainda não nascida.
A lei foi batizada de Lei Lacey e Connor, nomes de uma mulher e seu filho não nascido que foram mortos no ano passado nos Estados Unidos, num caso de grande repercussão nacional.
O pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, diz ser contra a nova lei, que promete ser um dos temas de debate durante a campanha eleitoral neste ano.
Polêmica
De acordo com a correspondente da BBC em Washington Jannat Jalil, esse será mais um assunto em que haverá polarização nestas eleições entre Kerry e Bush, além de temas como o casamento de homossexuais e a exibição de atos considerados indecentes na TV.
Opositores da nova lei dizem que ela ameaça o direito das mulheres de escolherem se querem ter um aborto ou não, na medida em que reconhece um feto ou embrião como um ser humano a partir do momento em que foi concebido.
Eles temem que a lei possa ser usada por ativistas contrários ao procedimento para tentar banir a prática do aborto nos Estados Unidos.
Contudo, os simpatizantes da lei dizem que ela não tem como foco a questão do aborto, e sim a segurança de crianças ainda não nascidas.