Os países doadores reunidos em uma conferência na capital alemã, Berlim, prometeram fornecer US$ 8,2 bilhões em ajuda para o Afeganistão nos próximos três anos, disse o ministro afegão das Finanças, Ashraf Ghani.
Ghani se declarou "satisfeito" com a promessa de ajuda feita em Berlim. O montante é bem maior do que o prometido em conferência semelhante na capital japonesa, Tóquio, em 2002.
O maior montante virá novamente dos Estados Unidos, que prometeu US$ 2,2 bilhões nos próximos dois anos.
A Grã-Bretanha duplicou sua ajuda financeira ao prometer US$ 900 milhões.
'100%'
Ghani disse que os US$ 4,4 bilhões prometidos para este ano são "100% do que pretendíamos", mas o repórter da BBC que cobre a conferência de Berlim, Ray Furlong, disse que o montante fica muito aquém do que os afegãos esperavam.
O presidente afegão, Hamid Karzai, disse que precisa de US$ 27,5 bilhões em sete anos para reconstruir o país.
O governo do Afeganistão espera que o país atraia mais recursos se as eleições planejadas para setembro forem bem sucedidas, disse Furlong.
Tráfico de drogas
O Afeganistão concordou ainda em intensificar a cooperação com seus seis países vizinhos - China, Paquistão, Irã, Turcomenistão, Usbequistão e Tajiquistão - para combater o tráfico de drogas.
O presidente afegão, Hamid Karzai, disse aos delegados que as drogas estão minando "a própria existência" de seu país.
A conferência de dois dias em Berlim, que reúne representantes de 50 países, termina nesta quinta-feira.