O presidente do Peru, Alejandro Toledo, creditou a “falhas de comunicação” a baixa popularidade que ele tem no país, apesar dos bons indicadores econômicos.
“Provavelmente cometemos o erro de não comunicar bem os nossos êxitos. Isso eu assumo”, disse o presidente numa coletiva a jornalistas estrangeiros presentes em Lima para a 45ª reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“A economia está crescendo, os investidores e a comunidade financeira nos aplaudem, mas as pessoas dizem: se estamos tão bem, porque não sinto esses benefícios no meu bolso? É uma pergunta legítima”, disse Toledo.
“O desafio que temos é converter os sucessos macroeconômicos em mais empregos e mais investimentos concretos.”
"Preço político"
A taxa de aprovação do presidente peruano vem variando entre 7% e 10% nos últimos meses, enquanto a economia cresceu 4% no ano passado.
Toledo disse que a baixa popularidade é o “preço político” que teve que pagar pela responsabilidade na administração dos recursos públicos.
No entanto, o presidente peruano prometeu que, a partir de agora, vai investir mais na área social.
“Temos que atender a esta demanda que vem das ruas. Por isso, a segunda parte da nossa gestão está concentrada em incrementar os investimentos públicos. Particularmente o investimento social”, afirmou.
Brasil
O presidente peruano descreveu como ótima a relação do Peru com o Brasil.
“Temos uma aliança estratégica de ampla envergadura. Não é só uma aliança comercial”, disse ele, lembrando que os dois países têm projetos de integração fisica, colaboração na segurança e no desenvolvimento da região amazônica e de combate ao narcotráfico.
Toledo também disse que foi ele o primeiro a propor que o Brasil se tornasse membro do Conselho de Segurança da ONU.
“Nós nos sentiríamos muito bem representados se o Brasil fosse incorporado como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. E temos uma relação extraordinária com o presidente Lula. Somos grandes amigos”, afirmou.