Quatro civis estrangeiros foram brutalmente mortos em um ataque aos carros em que viajavam na turbulenta cidade de Fallujah, no Iraque.
De acordo com testemunhas, os veículos foram incendiados e os corpos queimados dos ocupantes foram arrastados, mutilados e desmembrados por uma multidão em fúria.
O general Mark Kimmitt, porta-voz das tropas americanas na região, afirmou que os mortos trabalhavam para a coalizão liderada pelos Estados Unidos.
Kimmitt não revelou a identidade das vítimas e não disse o que elas faziam em Fallujah. Segundo o general, as mortes foram causadas por uma "pequena" e "desesperada" minoria.
Pendurados
Os carros atacados eram semelhantes aos utilizados por forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
Embora a nacionalidade das vítimas não tenha sido revelada, imagens de televisão gravadas no local exibiram o que parecia ser um passaporte americano ao lado de um dos corpos.
Testemunhas afirmam que moradores de Fallujah atacaram os corpos com pás de ferro e cortaram partes dos cadáveres aos gritos de "vida longa ao Islã" e "abaixo à ocupação, abaixo à América".
"As pessoas de Fallujah penduraram partes dos corpos na antiga ponte como se fossem carneiros abatidos", contou o habitante local Abdul Aziz Mohammed.
As forças da coalizão têm tentado reforçar a presença em Fallujah para identificar rebeldes que os Estados Unidos acreditam que estão atuando na região.
Reduto da oposição
A cidade de Fallujah e seus arredores têm sido cenários de uma nova onda de confrontos na região, apontada como um reduto da oposição à ocupação do Iraque.
Richard Lister, correspondente da BBC em Bagdá, afirma que há choques na região todos os dias e pelo menos dois soldados americanos e vários civis iraquianos foram mortos nos últimos dias.
Em um outro incidente, cinco soldados foram mortos por uma bomba em um ataque ocorrido na quarta-feira no oeste de Bagdá.
O veículo em que viajavam passou por cima de um artefato explosivo improvisado em uma estrada na província de Al-Anbar.
As autoridades da coalizão não revelaram a nacionalidade dos soldados mortos no ataque.