Um inquérito realizado pelo Knesset (Parlamento de Israel) critica os serviços de inteligência do país por não avaliar corretamente ameaças do Iraque e da Líbia.
Segundo um relatório feito por um comitê do Parlamento, o serviço de inteligência militar e a agência de espionagem Mossad erraram ao analisar o risco das armas de destruição em massa do Iraque.
Ao mesmo tempo, agentes falharam em alertar sobre o programa nuclear e de armas químicas da Líbia.
O comitê disse que os erros foram sérios e que é necessário fazer reformas nos serviços.
Investigação
O relatório é o resultado de uma investigação especial realizada pelo subcomitê do Knesset que monitora os serviços secretos do país.
O objetivo original do inquérito era avaliar se as agências de inteligência de Israel haviam exagerado sobre o risco das armas do Iraque antes da invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.
Mas o escopo do relatório foi ampliado quando o presidente da Líbia, Muamar Khadafi, anunciou em dezembro o fim do programa de armas de destruição em massa, e sobre o qual Israel não tinha conhecimento.
O relatório descreve a falha dos agentes israelenses em descobrir o programa da Líbia como "intolerável".
Segundo o relatório, "houve uma falha preocupante quando acordamos uma manhã e descobrimos, por meio de serviços de inteligência estrangeiros, sobre a existência de um programa de armas nucleares que poderia ameaçar a existência do Estado de Israel".
O inquérito também criticou os serviços secretos por não conseguir determinar se o Iraque tinha mesmo armas de destruição em massa.
O comitê, liderado por Yuval Steinitz, do partido Likud, disse que "houve uma falha séria que precisa levar a uma reorganização dos serviços de inteligência".
O relatório recomenda várias reformas, incluindo a criação de um oficial de inteligência que se reporte ao primeiro-ministro do país.