Pelo menos 15 pessoas morreram em choques entre soldados americanos e rebeldes iraquianos nas cidades de Falluja e Tikrit, no Iraque.
No centro da cidade de Falluja, pelo menos oito pessoas morreram, de acordo com fontes do hospital local. Todos os mortos seriam civis e, entre eles, estariam um jornalista e pelo menos três crianças.
Pelo menos 25 pessoas também ficaram feridas no confronto.
Em Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein, no norte do Iraque, quatro paramilitares e três homens armados foram mortos durante operação liderada pela força de defesa civil iraquiana, comandada pelos Estados Unidos. Mais de 20 suspeitos foram presos.
Falluja
Em Falluja, a troca de tiros começou quando tropas americanas entraram na cidade nesta sexta-feira. Segundo testemunhas, os americanos pretendiam fazer uma busca em todas as casas da região.
Soldados americanos raramente entram em Falluja - que fica dentro do chamado triângulo suni, uma região que era a base de apoio tradicional do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.
A área em que os choques ocorreram foi fechada pelos americanos, depois da troca de tiros que durou uma hora.
Os rebeldes usavam máscaras e lançaram morteiros e granadas-foguetes.
Vários ataques contra a coalizão liderada pelos americanos já foram realizados na cidade, que fica a 50 km de Bagdá.
Na quinta-feira um marinheiro americano foi morto e dois outros ficaram feridos quando o comboio em que estavam foi atacado a leste de Falluja.
No mês passado pelo menos 27 pessoas morreram em um ataque de insurgentes na cidade, a maioria policiais.
ONU
Uma equipe da Organização das Nações Unidas (ONU) chegou em Bagdá nesta sexta-feira para ajudar na preparação das eleições no país e na entrega do poder, no dia 30 de junho, a uma autoridade iraquiana indicada pelos americanos.
A equipe é liderada por Carina Perelli, do Uruguai, e é formada por especialistas em eleições e funcionários da área de segurança.
Um segundo grupo da ONU, liderado por Lakhdar Brahimi, é esperado em Bagdá na próxima semana.