Abdel-Aziz Rantissi foi escolhido pelo grupo palestino Hamas para assumir as funções do xeque Ahmed Yassin na Faixa de Gaza.
Rantissi foi nomeado após a morte de Yassin em um ataque israelense nesta semana. Ele é tido como um membro linha dura do grupo, e sua escolha indicaria uma radicalização das posições do Hamas.
Em 2003, Rantissi resistiu ao pedido do ex-primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas por um cessar-fogo que daria uma chance para o plano de paz organizado pelos Estados Unidos.
Rantissi sempre argumentou que os palestinos têm o direito de resistir a Israel de todas as maneiras possíveis, incluindo ataques suicidas a bomba.
Respostas
"Eles não são terroristas", disse Rantissi ao jornal Kut al-Arab em 1998. "Eles são uma resposta aos indivíduos, ao governo e ao terrorismo de Israel contra os civis palestinos."
Rantissi se diz um dos sete fundadores do Hamas. Ele também era considerado o segundo líder mais importante do grupo, atrás apenas de Yassin.
Nascido em 1947, ele estudou medicina no Egito. Durante os anos 70, enquanto cursava a faculdade, se interessou pelo grupo muçulmano Brotherhood, que faz oposição ao governo egípcio.
Rantissi conseguiu lugar de destaque no grupo Hamas durante a primeira intifada, no final dos anos 80 e início dos anos 90.
Prisões
Rantissi foi preso várias vezes por Israel durante a intifada, sendo que, em uma das ocasiões, passou dois anos e meio na prisão.
Em 1992, ele estava entre os mais de 400 militantes islâmicos deportados para o Líbano.
Em 1998, foi preso por oficiais palestinos depois de pedir que membros da Autoridade Palestina renunciassem.
O novo líder acusou a Autoridade Palestina de colaborar com Israel na morte de um produtor de bombas do Hamas.
A Suprema Corte de Justiça da Palestina ordenou que ele fosse solto após dois meses.
Mesmo assim, Rantissi continuou a criticar a Autoridade Palestina com regularidade, acusando seus membros por aceitarem os acordos com Israel como parte do plano de paz.
Em junho de 2003, ele condenou o ex-primeiro-ministro palestino Abbas de participar de uma conferência com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o presidente americano, George W. Bush, na Jordânia.
Segundo ele, o discurso de Abbas "foi inaceitável".