Os Estados Unidos afirmaram estar "profundamente perturbados" pela morte do xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do grupo militante Hamas, por um ataque israelense, na segunda-feira.
Um porta-voz da Casa Branca pediu calma tanto a israelenses quanto a palestinos, mas não condenou o ataque.
Na noite de segunda-feira, tanques israelenses invadiram o norte da Faixa de Gaza, depois que militantes palestinos dispararam foguetes contra Israel.
De acordo com a agência de notícias Reuters, os tanques avançaram por uma área de aproximadamente 300 metros além da fronteira com o território palestino, seguindo rumo à cidade de Beit Hanoun.
Testemunhas disseram à mesma agência que alguns tanques estavam perto da cidade, mas longe de áreas residenciais palestinas.
Sharon
Fontes militares isralenses ouvidas pela agência Associated Press que o propósito da incursão é evitar que palestinos continuem disparando os foguetes que, aparentemente, não deixaram feridos.
A incursão ocorre poucas horas depois de milhares de palestinos terem ido às ruas em Gaza para protestar contra a morte do xeque.
Enquanto as manifestações ocorriam, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, foi à TV para parabenizar as forças de segurança do país pelo sucesso na operação para matar Yassin.
Ele disse que o Estado de Israel havia atacado o primeiro e mais importante líder do que ele chamou de “assassinos terroristas palestinos”.
Depois da mensagem de Sharon, o ministro do Exterior israelense, Silvan Shalom - que está visitando Washington - chamou Yassin de “padrinho do terrorismo” e o acusou de ser “pessoalmente responsável pelas mortes de muitos israelenses”.
Por outro lado, o líder palestino Yasser Arafat condenou a morte de Yassin, enquanto representantes do Hamas disseram que Sharon abriu os “portões do inferno” ao realizar o ataque.