A Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, braço militar do movimento Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, declarou guerra a Israel e disse que "dentro de algumas horas" dará uma resposta à morte do xeque Ahmed Yassin.
Yassin era líder espiritual do Hamas e foi morto em um ataque de míssil israelense na Cidade de Gaza.
O Hamas disse que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, "abriu os portões do inferno".
Yasser Arafat condenou a morte do xeque, a quem ele chamou de mártir, e declarou três dias de luto oficial na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
O primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, condenou o que ele chamou de um ato covarde, afirmando que "a morte do líder do Hamas abriu o caminho para o caos".
O vice-ministro da Defesa israelense, Zeev Boim, afirmou que o xeque "merecia morrer por causa de todos os atos terroristas que ele incentivou o Hamas a fazer".
Mas há relatos de que alguns ministros de Israel votaram contra o assassinato do xeque.
O ministro do Interior, Avraham Poraz, disse à rádio estatal de Israel que teme que seu país esteja iniciando um "ciclo de violência em que muitos inocentes pagarão com suas vidas".
Na primeira reação fora do Oriente Médio, o Departamento de Estado americano afirmou que os dois lados agora precisam ter calma e controlar seus ímpetos.