O jornal Los Angeles Times publica reportagem nesta quinta-feira que diz que, seja Bush ou Kerry o vencedor das eleições de novembro, os americanos podem estar certos de que vão ter um presidente "machão" no poder.
O Los Angeles Times diz que os dois candidatos vão passar boa parte do ano tentando reforçar a imagem de "macho" para os eleitores.
De acordo com o jornal, os americanos devem se acostumar com imagens dos candidatos jogando futebol, vestidos de caubói, dirigindo caminhonetes que carregam a bandeira dos confederados ou disparando tiros de espingarda.
A estratégia, segundo analistas políticos ouvidos pelo jornal, é apelar para a necessidade da nação de uma figura masculina forte, especialmente em tempos de guerra.
Outra explicação, segundo o jornal, é que com possíveis rivais como Condoleezza Rice e Hillary Clinton, sempre cotadas como eventuais candidatas, os homens precisariam se superar para destacar suas qualidades masculinas.
Coréia do Norte e segurança
O jornal The New York Times critica nesta quinta-feira a demora da administração Bush em lidar com a Coréia do Norte.
Para o NYT, os americanos só têm a perder se esperarem até depois das eleições presidenciais de novembro para lidar com o país.
Até lá, diz o jornal, A Coréia do Norte já poderia ter condições de chantagear seus vizinhos ou mesmo vender armas a qualquer um com dinheiro suficiente.
O jornal Mainichi Daily News, do Japão, diz que o país duplicou o número de policiais nos aeroportos de Tóquio por causa da ameaça da Al-Qaeda.
Um grupo ligado à Al-Qaeda teria ameaçado especificamente cinco países, entre eles o Japão, mas o governo do país não confirmou se as medidas foram tomadas especificamente por causa das ameaças.
Na Espanha, o jornal La Razón se diz preocupado com a decisão do novo governo eleito de retirar as tropas do Iraque. O jornal afirma que será difícil para a Espanha manter intactas as suas relações internacionais com seus aliados.
Já o jornal El País analisa, em sua página de esportes, a derrota do Real Madrid na decisão da Copa do Rei.
O diretor técnico do clube, Jorge Valdano, diz que a ausência de Ronaldo foi sentida, já que faltou velocidade à equipe e o brasileiro seria o jogador mais rápido do time.