A Otan enviará mais mil soldados ao Kosovo para conter os violentos choques entre sérvios e albaneses que já deixaram 22 mortos e mais de 500 feridos.
A violência que teve início na quarta-feira foi o pior conflito étnico na região desde a guerra de 1999.
A Grã-Bretanha contribuirá com 750 soldados e os outros países membros da Otan com 350.
Representantes da Otan insistiram que a instituição, junto com a ONU, está comprometida com a paz na região.
“Não acredito que exista a possibilidade de uma guerra. Faremos o necessário para manter a ordem”, disse o porta-voz da Otan, Jamie Shea.
O governo sérvio, no entanto, criticou o que ele chamou de enorme fracasso da Otan e da ONU, de proteger a minoria sérvia na província.
"Todo o conceito de um convivência entre as etnias no Kosovo entrou em colapso", disse o mais alto oficial sérvio no Kosovo, Nebojsa Covic.
Existem 17,5 mil soldados da força liderada pela Otan, conhecida como K-For. Os últimos choques mostraram que não é possível reduzir esse número em um futuro imediato, segundo o correspondente da BBC Jonathan Marcus.
Destruição
Além dos conflitos da quarta-feira, uma igreja e diversas casas sérvias foram incendiadas nessa quinta-feira.
Os vôos na região foram suspensos e as fronteiras com a Sérvia foram fechadas.
Milhares de pessoas tomaram as ruas da capital da Sérvia, Belgrado, na quarta-feira para protestar contra ataques a membros de sua mesma etnia no Kosovo.
Manifestantes romperam um cordão de isolamento policial e incendiaram uma mesquita que havia sido contruída no século 17.