Fontes militares americanas disseram que pelo menos 27 pessoas morreram em uma forte explosão que destruiu um hotel nesta quarta-feira na capital do Iraque, Bagdá.
De acordo com os militares, além dos mortos outras 45 pessoas ficaram feridas quando o Hotel Monte Líbano foi atingido pelo que teria sido um carro-bomba.
Um porta-voz do Ministério do Interior do Iraque desmentiu a estimativa de mortos dos Estados Unidos, dizendo que são apenas cinco as vítimas fatais.
Acredita-se que o ataque tenha sido planejado para atingir civis. "Não havia forças da coalizão (militar liderada pelos Estados Unidos, que ocupa o Iraque) operando na área no momento (da explosão), de forma que não foi a coalizão o alvo", disse um porta-voz militar americano.
Acredita-se que algumas das vítimas sejam estrangeiros - incluindo vários egípcios que teriam morrido e dois britânicos, que teriam ficado feridos.
Cratera
Tijolos, aparelhos de ar condicionado, móveis, fios e outros objetos do hotel foram lançados a centenas de metros de distância - refletindo a força da explosão, ocorrida por volta das 20h, hora local (14h, hora de Brasília).
A explosão também deixou uma cratera de cerca de sete metros de diâmetro e e 3,5 metros de profundidade na rua ao lado do hotel.
De acordo com a correspondente da BBC em Bagdá Caroline Hawley, com o forte esquema de segurança implantado ao redor dos maiores hotéis de Bagdá, um hotel menor, como o Monte Líbano, teria sido considerado um alvo mais fácil.
Hawley disse que, no momento da explosão, ela estava a cerca de um quilômetro do hotel - mas mesmo assim sentiu a necessidade de procurar um lugar para se proteger.
O vice-ministro do Interior do Iraque, Ahmed Kadhim, disse acredita que a explosão foi provocada por um projétil lançado contra o Monte Líbano.
Mas um militar americano disse que tal hipótese não tem fundamento.
"Tem que ter sido um carro-bomba - nenhum projétil poderia ter causado tamanha destruição", disse Heath Balick, da Primeira Divisão Blindada do Exército americano.
Cheney
Nos Estados Unidos, o vice-presidente, Dick Cheney, disse que os Estados Unidos "ainda têm trabalho para fazer no Iraque e nós vamos acompanhar sua conclusão".
"Nossas forças estão realizado trabalhos de busca de terroristas e seguidores do antigo regime que ainda permanecem (no Iraque). (...) O objetivo deles é impedir o surgimento da democracia, mas eles vão fracassar."
Antes, o Conselho de Governo Interino do Iraque anunciou que vai convidar uma equipe das Nações Unidas a voltar ao país e ajudar a preparar futuras eleições.
Um dos membros do Conselho, Ahmed Chalabi, disse que a ONU daria legitimidade ao processo político no país.