A Grã-Bretanha está na "linha de fogo" para um ataque terrorista internacional, disse o líder da Câmara dos Comuns, Peter Hain, em entrevista à BBC.
"Somos todos um alvo se estamos em guerra contra esse tipo de terrorismo extremista", disse Hain.
O líder da Câmara disse acreditar que a Grã Bretanha e o resto da Europa são unidos por objetivos comuns para o futuro do Iraque e da União Européia, apesar das diferenças sobre a guerra.
Hain também elogiou uma pesquisa de opinião realizada com a população iraquiana e que, segundo ele, é a primeira "evidência real" de que os iraquianos estão sentindo um progresso.
De acordo com o líder da Câmara, o Iraque vai se tornar um "lugar mais seguro, por causa das ações" tomadas pela coalizão de Estados Unidos e Grã-Bretanha.
Medidas antiterror
No início desta semana, policiais antiterrorismo começaram a patrulhar o transporte público de Londres. A polícia também planeja realizar mais revistas em passageiros do metrô.
Um porta-voz ressaltou que as medidas já eram planejadas e não foram uma reação aos atentados de Madri.
Na segunda-feira, o ministro britânico da Justiça, David Blunkett, pediu para a população ficar "alerta, mas não alarmada" diante da "possibilidade razoável" de que um ataque terrorista esteja sendo planejado contra a Grã-Bretanha.
O ministro das Relações Exteriores da Grã Bretanha, Jack Straw, disse não acreditar que o país corra maior risco de ataques por causa de seu envolvimento com o Iraque.
"Acredito que, a médio e principalmente a longo prazo, estaremos muito mais seguros", disse Straw.
No mesmo dia, o primeiro-ministro Tony Blair teve sua primeira conversa telefônica com o novo premiê espanhol, José Luiz Rodrigues Zapatero.
Blair tinha uma relação próxima com o antecessor de Zapatero, José María Aznar, que apoiou a invasão do Iraque.
O líder socialista já criticou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha e disse que Blair e George W. Bush precisam fazer uma auto-crítica a respeito da guerra, descrita por Zapatero como um "grande desastre".