Pelo menos dez israelenses morreram e mais de 20 ficaram feridos em explosões ocorridas no porto de Ashdod, no sul de Israel.
De acordo com a polícia israelense, as explosões, que destruíram armazéns no porto, foram causadas por um duplo ataque suicida.
Um encontro entre líderes de israelenses e palestinos, marcado para a próxima semana, foi cancelado.
Explosões foram ouvidas na cidade de Gaza horas depois dos ataques. Testemunhas palestinhas disseram que elas foram causadas por helicópteros israelenses.
Moradores disseram à agência de notícias Associated Press que duas fábricas foram atingidas pelos ataques israelenses. Ainda não está claro se houve vítimas.
A Brigada de Mártires Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelos ataques no porto de Ashdod, realizados em conexão com a maior organização militante palestina, o Hamas.
Alvo estratégico
Este é o primeiro ataque a uma instalação estratégica israelense em pelo menos três anos de conflito entre Israel e palestinos.
As explosões ocorreram pouco antes das 10h, horário de Brasília, em dóis locais distintos do porto, de acordo com testemunhas.
Um militante palestino entrou no porto e pediu água. No momento em que lhe mostravam uma torneira ele "explodiu", contou um dos funcionários do porto, repetindo a versão ouvida de colegas feridos.
"Cinco corpos de trabalhadores ficaram caídos perto da explosão e outros dois do outro lado da cerca", contou Sami Pinto à rádio do Exército israelense.
A princípio a polícia acreditou que as explosões tivessem sido um acidente, mas começou a suspeitar de um ataque quando encontrou os corpos dos dois supostos palestinos.
Uma fonte da Al-Aqsa identificou os palestinos como Nabil Massud, de 18 anos e integrante da Al-Aqsa, e Mohammed Salem, também de 18 anos, integrante do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine Al-Qassam.
Os dois seriam do campo de refugiados Jabaliya no norte da Faixa de Gaza.
Outra fonte da Al-Aqsa disse à agência de notícias France Press que o ataque foi uma revanche pelo assassinato de cinco integrantes da Al-Aqsa em Jenin, na última quarta-feira.
Ashdod
Ashdod é um porto movimento na costa mediterrânea, próximo à Faixa de Gaza.
"Naturalmente portos são muito movimentados, muita gente entrando e saindo. É impossível selar o lugar hermeticamente", justificou o ministro israelense Yosef Paritzky.
É possível que os palestinos quisessem que a explosão tivesse ocorrido perto de tanques de produtos químicos, disse um dos policiais.