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Brasileiro morto nas explosões em Madri é identificado

O corpo do paranaense Sérgio dos Santos Silva, o único brasileiro morto nas explosões de trens da quinta-feira em Madri, deverá ser liberado pelas
autoridades espanholas ainda neste domingo.

A Embaixada Brasileira em Madri vai organizar a remoçao para que a família possa enterrá-lo no Paraná, na cidade de São Tomé.

Sérgio estava entre os desaparecidos desde o dia da tragédia e foi encontrado por amigos brasileiros. Ele estava há seis meses na Espanha.

O corpo havia sido levado para o Pavilhão Juan Carlos I na quinta-feira e só na noite de sábado o governo espanhol emitiu o atestado de óbito que confirmava sua identificação.

Ilegal

Sérgio tinha 29 anos, estava em situação ilegal na capital espanhola e trabalhava como mestre de obras. Ele estava a caminho do trabalho, em um dos vagões que explodiram na estação de Atocha.

Segundo suspeitas dos amigos, morreu no momento da explosão.

A razão para a dedução foi a não inclusão do nome de Sérgio em nenhuma das listas de feridos divulgadas pelo governo através da internet.

Depois de procurar o nome dele entre os 1.427 feridos hospitalizados, os amigos brasileiros de Sérgio percorreram todos os hospitais da cidade e depois se encaminharam ao Pavilhão Juan Carlos I, onde estavam os mortos.

Mesmo assim, não o encontraram.

Busca

Só na noite de sábado os irmaos Ediene Magalhaes Ferretti e José Aparecido Magalhães Ferretti, amigos de infância de Sérgio conseguiram localizar o corpo, que já tinha sido removido pelas autoridades espanholas ao Instituto Médico Legal de Madri.

Até a tarde de domingo, a Embaixada Brasileira em Madri esperava a liberação da documentaçao e confirmaçao por escrito da identificaçao do cadáver para iniciar os procedimentos de remoção do corpo.

Sérgio deixou uma esposa e um filho de quatro anos no Paraná.