O governo da Rússia dispôs 300 mil policiais em todo o território russo para garantir a segurança nas eleições presidenciais deste domingo.
Há temores de que possam ser realizados atentados por parte de ativistas separatistas chechenos.
O reforço no policiamento foi intensificado em postos de votação, assim como em igrejas, sinagogas, estações de metrô, passarelas subterrâneas e aeroportos.
Apesar do medo de atentados, o clima era de tranquilidade nas ruas de Moscou. A reportagem da BBC Brasil visitou um posto eleitoral do centro da cidade onde a votação transcorria normalmente e contava até com a versão russa de um trio elétrico, com bandas interpretando sucessos locais e ocidentais.
Campanha pelo voto
Até as 12h do horário local, cerca de 50% dos eleitores das regiões do extremo Oriente já haviam depositado seu voto.
Tanto o presidente Vladimir Putin como o premiê Mikhail Fradkov já votaram. Putin é o franco favorito para vencer o pleito e, segundo o principal instituto de pesquisa russo, conta com 70% da preferência dos eleitores.
O único risco para o presidente russo é o comparecimento às urnas ficar abaixo de 50%, o que invalidaria a eleição.
Para evitar a ausência dos eleitores, além de Putin, o prefeito de Moscou, Yuri Luchkov, e os principais líderes ortodoxo e muçulmano do país gravaram mensagens transmitidas pela TV conclamando os eleitores a compareceram às urnas.
Um total de 109 milhões de russos estão aptos a votar. Destes, cerca de 1,3 milhão vivem no exterior.
A votação conta com a presença de observadores internacionais vindos de 48 países.
Além de votarem para presidente, os russos também escolherão três deputados para a Duma – o parlamento russo - em três regiões nas quais na última votação parlamentar o ‘‘vencedor’’ foi o voto ‘‘contra todos’’, uma das opções da cédula eleitoral russa que equivale ao voto em branco no Brasil.