O primeiro-ministro do Haiti, Gerard Latortue, criticou nesta sexta-feira a Jamaica por ter anunciado que vai permitir que o ex-presidente Jean-Bertrand Aristide visite o país na semana que vem.
Em uma nota divulgada na quinta-feira, Patterson disse que Aristide deve ir ao país para se encontrar com duas filhas e permanecer até dez semanas.
De acordo com Latortue, a decisão do primeiro-ministro jamaicano Percival Patterson foi um "ato de inimizade" que pode aumentar a tensão no Haiti.
Os comentários foram feitos no mesmo dia em que Latortue foi formalmente empossado, em uma cerimônia sob forte esquema de segurança em Porto Príncipe.
"Esperança"
"Este é um momento de esperança para todos os haitianos", disse ele na cerimônia.
"Juntos, nós vamos formar um governo responsável, que respeita as instituições, e eu vou verificar se cada dólar dado para investimento em projetos de desenvolvimento está sendo bem gasto."
Aristide, que deixou a presidência no dia 29 de fevereiro, permanece na República Centro-Africana.
Na quinta-feira, pelo menos mais duas pessoas teriam morrido em mais uma manifestação em Porto Príncipe.