O destaque de quase todos os grandes jornais nesta sexta-feira é o massacre do dia anterior em Madri.
As fotos dramáticas dos atentados estampam a maior parte das primeiras páginas de todo o mundo.
Na Espanha, o jornal El Mundo disse que "ontem Madri virou Manhattan", em uma alusão aos ataques de 11 de setembro de 2001.
A grande questão tratada pelos jornais nesta sexta-feira é quem está por trás dos atentados.
Os dois grandes suspeitos são o grupo separatista basco ETA e a rede Al-Qaeda. Vários editoriais – do New York Times, dos Estados Unidos, ao alemão Berliner Zeitung – analisam os indícios.
'Voto consciente'
O The Times britânico utiliza a tragédia para defender o ponto de vista de que o terrorismo é "um inimigo comum a todos os países", e que os eleitores devem se conscientizar disso na hora do voto.
Já o jornal israelense Ze'Ev Schiff associa os ataques aos que acontecem no Oriente Médio.
O diário diz que independentemente de os ataques terem sido executados pelo ETA ou pela Al-Qaeda, o que está claro é que "os atentados se inspiraram em ataques de terror massivo da Al-Qaeda, do Hamas e do Jihad Islâmico".
O tablóide britânico Daily Mirror foge à regra e dá destaque à uma entrevista exclusiva com Jamal al-Harith, um dos britânicos que acabam de ser libertados da prisão de Guantânamo.
Al-Harith narra os maus-tratos que teria sofrido na base americana.