Pelo menos uma pessoa foi morta depois que tiros foram disparados em comemoração dos opositores do ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide.
Cerca de 10 mil pessoas se reuniram em frente ao Palácio Nacional na capital do país, Porto Príncipe, para celebrar a saída do ex-presidente.
A comemoração foi acompanhada pela polícia e por tropas americanas e francesas, com o objetivo de prevenir conflito com os simpatizantes do antigo governo.
Fuzileiros navais americanos ajudaram os feridos.
África
Aristide viajou para a República Centro-Africana no último domingo, quando rebeldes, que controlavam metade do país, chegaram à capital.
Os grupos pró-Aristide cancelaram um protesto que fariam neste domingo, dizendo que não havia segurança. Segundo eles, o protesto será realizado na segunda-feira.
"Os americanos só estão no país para proteger aqueles que se opõem a Aristide", disse um simpatizante do antigo governo à agência de notícias Associated Press.
O líder dos rebeldes, Guy Philippe, foi carregado nos ombros e aclamado pela multidão.
Alguns manifestantes pediam que Aristide fosse a julgamento.
Novo governo
Líderes da oposição têm pressionado para que o primeiro-ministro do país, Yvon Neptune, seja substituído. Eles alegam que Neptune tem ligações com Aristide.
O governo da República Central Africana leu neste domingo uma carta do ex-presidente do Haiti, dizendo que ele "foi muito bem recebido" no país e que falaria com jornalistas quando achar necessário.
O ex-presidente acusou os Estados Unidos de o terem forçado a deixar o país. O governo americano negou as acusações.