Israel enviou soldados, apoiados por tanques de guerra e helicópteros, para a região central da Faixa de Gaza nesse domingo, sob a justificativa de caçar militantes palestinos.
Pelo menos 14 palestinos morreram e mais de 50 pessoas ficaram feridas.
Dezenas de veículos blindados israelenses, apoiados por helicópteros Apache adentraram os campos de refugiados de Al-Bureij e Busseirat nas primeiras horas de domingo, usando a proteção da escuridão.
Franco-atiradores se posicionaram nos telhados enquanto os soldados começaram a revistar as casas.
Festa religiosa
O tiroteio teve início quando atiradores palestinos saíram às ruas para encarar o exército israelense.
Israel disse que seus soldados foram atacados com mísseis anti-tanque, outros explosivos e fogo pesado. Não foram reportadas, no entanto, baixas entre os israelenses.
Médicos palestinos dizem que, entre os feridos, estão várias crianças.
O governador de Gaza Central, Abdallah Abu Samhadama, disse que a incursão foi um “grande massacre”, e pediu ao mundo que a condenasse.
O ministro do Gabinete Palestino, Saeb Erekat, disse que “em uma hora em que eles (Israel) falam sobre sair de Gaza, eles a estão destruindo”.
Erekat se referia a intensão manifestada pelo primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de desmantelar os assentamentos judeus na Faixa de Gaza.
O correspondente da BBC em Gaza diz que Israel pretende enfraquecer os militantes palestinos o máximo possível antes de se retirarem da região.
Israel reforçou a segurança ao longo da fronteira com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza durante o festival judaico de Purim, que termina na segunda-feira.