Uma série de explosões foram ouvidas no centro da capital do Iraque, Bagdá.
O alvo do ataque pode ter sido o quartel-general das forças de coalizão, lideradas pelos Estados Unidos. Ninguém teria morrido.
A correspondente da BBC em Bagdá, Barbara Plett, disse que as chamas cobriram o céu e que sirenes podiam ser ouvidas em toda a cidade.
O prédio onde o Conselho de Governo do Iraque deve assinar a nova constituição nesta segunda-feira também fica na área atingida pelas explosões.
Ataque
Plett disse que morteiros e granadas foram atirados contra o quartel-general das forças de coalizão. Cinco projéteis também teriam atingido o hotel al-Rashid, base de oficiais militares.
"Não há confirmações de feridos", disse o major americano John Frisbie.
A chamada "zona verde" controlada por soldados americanos na capital iraquiana vem sendo atacada regularmente desde que foi estabelecida, no ano passado.
Aeronaves americanas foram vistas sobrevoando o rio Tigre, provavelmente tentando localizar os lançadores usados nos ataques.
A "zona verde" já havia sido atacada na quarta-feira, quando o administrador civil americano para o Iraque, Paul Bremer, daria uma entrevista coletiva sobre os ataques à capital do Iraque e a Karbala, que mataram 170 pessoas.
Constituição
Líderes políticos da maioria xiita do Iraque disseram neste domingo que eles chegaram a um acordo para assinar a nova constituição do país.
Um membro do Conselho de Governo interino do país disse que o documento deve ser assinado amanhã.
A cerimônia deve reunir 25 membros do Conselho de Governo do Iraque.
Mas Bremer disse que ainda é cedo para saber se as objeções xiitas foram realmente resolvidas.
A constituição deveria ter sido assinada na sexta-feira, mas o aiatolá Ali Al-Sistani, o mais alto líder religioso xiita no Iraque, teria feito objeções de última hora ao documento - o que teria feito com que cinco xiitas, membros do Conselho, não aparecessem para participar do evento de oficialização.
A constituição interina iraquiana estabelecerá as bases segundo as quais o Iraque será governado depois que a coalizão militar liderada pelos Estados Unidos deixar o país, em 30 de junho, e antes que um novo governo seja escolhido, em eleições previstas para o início de 2005.